Vocês já ouviram falar da alopecia fibrosante frontal?

Poucas pessoas já ouviram falar dela, porque ela é uma doença relativamente nova!

A primeira descrição da alopecia fibrosante frontal foi em 1994, feita por um médico dermatopatologista australiano chamado Steven Kossard. Ele viu que algumas mulheres apresentavam uma perda progressiva de fios na região de implantação dos cabelos, formando uma alopecia em faixa. A sensação dos pacientes é de aumento da testa, mas na verdade os cabelos é que diminuíram na região anterior do couro cabeludo. As sobrancelhas e os fios do corpo também podem ser acometidos.

A causa dessa alopecia ainda não foi esclarecida, mas sabemos que por algum motivo o organismo gera uma inflamação contra os fios, na região das células tronco dos cabelos, destruindo-os. Essa inflamação é dirigida apenas contra os fios, não atingindo nenhum dos nossos órgãos internos. As mulheres pós-menopausa são as principais acometidas, mas mulheres pré-menopausadas e homens também podem apresentar essa alopecia em menor número.

Após a suspeita clínica e a confirmação por exames, devemos iniciar o tratamento imediatamente, já que os fios inflamados são destruídos e não voltam a crescer, formando a alopecia que chamamos de alopecia cicatricial. Temos vários tipos de alopecia que deixa cicatriz e a alopecia fibrosante frontal é uma delas.

Recentemente, tive a oportunidade de dar uma palestra no 71º Congresso Brasileiro de Dermatologia, alertando os dermatologistas para os sinais precoces da doença, evitando a perda capilar que tanto abala a auto-estima das pacientes.

Vocês conhecem alguém com essa alopecia? Comente!