SETEMBRO: Mês de Conscientização da Alopecia Areata

SETEMBRO: Mês de Conscientização da Alopecia Areata

A “National Alopecia Areata Foundation” (NAAF) é uma fundação localizada nos Estados Unidos e tem como objetivo apoiar pesquisas para investigação da cura ou tratamento, apoiar os pacientes e educar o público em geral sobre alopecia areata.
Em setembro, a NAAF promove um mês inteiro de conscientização da doença, contribuindo para diminuição do preconceito e auxiliando os pacientes a lidarem com a doença.
O acesso ao site da NAAF é pelo endereço: www.naaf.org. Vale a pena a visita ao site!
Para contribuir com a iniciativa do NAAF, vou responder a 05 perguntas muito comuns sobre a doença:

1.O QUE SERIA A ALOPECIA AREATA?
A alopecia areata é uma doença auto-imune que leva a perda capilar. Nas doenças auto-imunes, o sistema imune cria anticorpos, por engano, contra o próprio corpo e, no caso da alopecia areata, os anticorpos são contra os folículos pilosos. Pode haver perda parcial ou total dos fios do couro cabeludo. Os pelos do corpo também podem ser acometidos pela doença.

2.QUAIS SÃO OS TIPOS DE ALOPECIA AREATA?
Há diferentes tipos de perda de cabelo:
• Alopecia areata em placas (formando áreas arredondadas sem cabelo no couro cabeludo);
• Alopecia totalis (quando há perda de todo o cabelo no couro cabeludo);
• Alopecia universalis (quando há perda de todos os fios do couro cabeludo e do corpo).
A alopecia universalis não acontece em todos. Apenas 5% das pessoas com alopecia areata irão evoluir para perda de todos os pelos do couro cabeludo e corpo.

3.É MAIS COMUM EM HOMENS OU EM MULHERES?
A alopecia areata pode acometer homens e mulheres de todas as raças igualmente. A doença pode ocorrer em qualquer idade, embora a maioria das pessoas desenvolvam alopecia areata, pela primeira vez antes dos 30 anos.

4.QUAL A CAUSA DA ALOPECIA AREATA?
Alopecia areata é resultado da união de fatores: tendência genética + um “gatilho”, que nada mais é que um “impulso” para o desenvolvimento da doença. O estresse pode ser um desses gatilhos para o desenvolvimento da doença, assim como infecções, medicamentos, vacinação. É importante ressaltar que a alopecia areata não é contagiosa!

5.A ALOPECIA AREATA PODE ACOMETER ALGUM ÓRGÃO DO MEU CORPO?
Não! A alopecia areata acomete exclusivamente os pelos do corpo e em alguns casos pode acometer as unhas. Mas, é importante saber que as pessoas com alopecia areata tem um risco maior de desenvolver outras doenças auto-imunes, como a tireoidite de Hashimoto, vitiligo e diabetes tipo 1.

Espero ter contribuído para vocês entenderem um pouquinho mais dessa alopecia!

 

Cuidados com a Dermatite Seborréica do Couro Cabeludo

Cuidados com a Dermatite Seborréica do Couro Cabeludo

A dermatite seborreica (DS) é uma condição crônica e recorrente que afeta áreas ricas em glândulas de oleosidade (sebáceas), como couro cabeludo, face e tronco superior. No couro cabeludo, a DS pode levar a caspa e queda capilar. A caspa corresponde a pequenas porções de descamação do couro cabeludo. Em geral, acomete adultos jovens entre 20 e 40 anos, sendo mais frequente nos homens.
Os sinais de DS do couro cabeludo são descamação e vermelhidão, acompanhados ou não de coceira. Alguns pacientes se queixam de “espinhas” no couro cabeludo, conhecidas por foliculite e este pode ser um sinal de alerta para DS, já que a mesma pode facilitar a foliculite do couro cabeludo.
A DS causa um importante abalo na auto-estima dos pacientes, pois são facilmente perceptíveis em roupas escuras e de forma equivocada é considerada socialmente como falta de higiene. E sabemos que isso não é verdade!
A DS é causada por uma união de fatores: proliferação de fungos no couro cabeludo em área rica de sebo + desquilíbrio da microbiota normal do couro cabeludo + alteração na composição do sebo + sensibilidade individual da pele + irritação do couro cabeludo pelo sebo “modificado” pela microbiota do couro cabeludo. Ufa! Complexo, não?! Então, não tem relação com falta de higiene, ok?!
Tem algumas dicas que podem facilitar os cuidados com os fios e aí vão elas:

LAVAGEM:
SHAMPOO: Quem possui DS deve lavar o couro cabeludo com uma frequência maior e com diferentes shampoos: um para retirar o excesso de sebo do couro cabeludo e um para limpeza dos fios.
Entre 2 a 3 vezes na semana, deve-se usar um shampoo para controle da DS, geralmente a base de derivados de zinco, piroctonaolamina e ácido salícilico, que possuem ação antifúngica e auxiliam no controle a oleosidade do couro cabeludo. Estes shampoos possuem geralmente surfactantes (agentes de limpeza) mais potentes, auxiliando na retirada do sebo do couro cabeludo. Para aumentar a ação desses produtos, devemos deixar o shampoo agir por aproximadamente 3 min antes do enxágue.
Nos outros dias da semana, devemos usar shampoo com surfactantes suaves, apenas para manter a higiene do couro cabeludo e fios e assim não ressecar excessivamente os fios.
CONDICIONADORES: É recomendado o uso de condicionadores no comprimento dos fios após o tratamento com os shampoos, visando repor a lubrificação dos fios capilares perdida no processo de limpeza do couro cabeludo, além de facilitar o ato de pentear. Mas não podemos de forma nenhuma deixar esses produtos em contato com o couro cabeludo, ok?!
TEMPERATURA DA ÁGUA: O ideal é a água morna, já que a água quente estimula a secreção de oleosidade pelas glândulas sebáceas, mantendo o ciclo vicioso da dermatite seborreica. (oleosidade > alteração da flora microbiana > transformação do sebo > irritação do couro cabeludo). Esse é um dos motivos de piora da DS no inverno: temos a tendência de usar água muito quente, o que estimula em excesso as glândulas de oleosidade a produzirem sebo e, atenção, se a pessoa tiver a predisposição genética para DS, tome cuidado! Ela aparece ou piora!
. QUANDO PRECISO PROCURAR O MÉDICO?
Sempre! Muitas vezes o uso de shampoo anticaspa comercial não é suficiente para controle do quadro clínico. Assim, a orientação médica de qual medicamento utilizar é fundamental para manter a saúde e beleza dos fios.

O QUE DEVE SER EVITADO?
. Uso constante de bonés e dormir com os cabelos úmidos. Ambos facilitam a proliferação fúngica e consequentemente pioram o processo.
. Evite o contato de creme de pentear e óleos de hidratação no couro cabeludo;
. Evite o intervalo longo entre as lavagens do couro cabeludo e dos fios.

Gostaram das dicas? Até o próximo post!